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Sinergias Acadêmicas UE-América Latina
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Uma nova parceria estratégica para a Casa Amèrica Catalunya, o IBEI, a Rede EU-LAS e a Rede Doutoral LAC-UE

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Comércio, investimento e sustentabilidade no centro das relações UE-ALC: destaques da primeira Conferência EULAS em Rosário

19/12/25, 11:00

De 10 a 12 de novembro, a Universidade Nacional de Rosário (UNR), na Argentina, sediou a Primeira Conferência Internacional da Rede Jean Monnet EULAS. Intitulado "Comércio, Investimento, Finanças e Desenvolvimento Sustentável nas Relações UE-ALC", o evento reuniu acadêmicos, profissionais e formuladores de políticas de 24 universidades e centros de pesquisa da Europa e da América Latina para um programa abrangente de três dias, com 12 painéis, 2 workshops, 2 mesas-redondas e uma palestra principal.


A conferência foi aberta com discursos da Decana Cintia Pinillos (UNR), de Jacint Jordana (UPF-IBEI), do Reitor Franco Bartolacci (UNR) e de María Inmaculada Montero Luque, da Delegação da União Europeia na Argentina, que destacaram a importância do acordo UE-Mercosul e da recente Cúpula UE-CELAC na Colômbia. A palestra principal foi proferida por Diana Tussie (FLACSO Argentina), que analisou a reconfiguração global do poder e o potencial da América Latina para passar de um objeto passivo a um sujeito ativo nas relações internacionais.

O primeiro dia foi precedido por dois workshops: um focado em oportunidades de financiamento para mobilidade acadêmica e colaboração em pesquisa entre a UE e a América Latina — abrangendo os programas Jean Monnet, Horizonte Europa e bolsas do ERC — e um segundo dedicado a metodologias de ensino e pesquisa em estudos sobre a UE e a América Latina, incluindo o uso de simulações da UE como ferramentas pedagógicas.


Ao longo da conferência, os participantes exploraram a dinâmica em evolução da cooperação birregional em um amplo espectro temático. As discussões centrais abordaram as implicações do Pacto Ecológico Europeu e seus instrumentos regulatórios associados — incluindo o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM), o Regulamento da UE sobre Desflorestamento (EUDR) e a Diretiva de Due Diligence de Sustentabilidade Corporativa (CSDDD) — e como estes moldam as relações comerciais e de investimento com a América Latina. O Acordo UE-Mercosul recebeu atenção constante, com debates que abrangeram suas implicações institucionais, condicionalidades ambientais e importância geopolítica em meio à crescente concorrência da China.


Uma mesa-redonda dedicada analisou os resultados da Quarta Cúpula CELAC-UE, situando-os num cenário global fragmentado, marcado pela polarização ideológica, pela baixa participação de chefes de Estado e por uma declaração final contestada. Uma segunda mesa-redonda reuniu especialistas para avaliar as políticas de transição verde sob as perspectivas europeia e latino-americana, destacando as tensões entre o unilateralismo regulatório da UE e a necessidade de uma governança climática cooperativa e equitativa.


Outros painéis abordaram temas como financiamento climático, rivalidades geoeconômicas, direitos trabalhistas em acordos comerciais, padrões voluntários de sustentabilidade, cooperação em hidrogênio renovável e o papel das tecnologias financeiras na integração regional. A conferência também explorou as dimensões culturais e jurídicas das relações UE-ALC, desde a governança por representação até as redes econômicas ibero-americanas e as atitudes públicas em relação à transição energética.


A conferência concluiu identificando três imperativos estratégicos para o futuro das relações UE-ALC: a transição do unilateralismo para a parceria na concepção regulatória; o fortalecimento da coordenação regional na América Latina para aumentar o poder de negociação coletiva; e a incorporação da inclusão social, da justiça ambiental e da inovação tecnológica como pilares fundamentais da cooperação birregional.



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