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Sinergias Acadêmicas UE-América Latina
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Uma nova parceria estratégica para a Casa Amèrica Catalunya, o IBEI, a Rede EU-LAS e a Rede Doutoral LAC-UE

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América Latina e Europa diante do novo tabuleiro geopolítico: prevalecerão as dificuldades de entendimento ou as razões para fortalecer os laços?

29/06/26, 10:00

Nesta terça-feira, 30 de junho, ocorreu a mesa-redonda "América Latina e Europa diante do novo tabuleiro geopolítico", do ciclo Diálogos IBEI-Casa Amèrica Catalunya, uma iniciativa apoiada pela rede doutoral MSCA LAC-EU e pela rede Jean Monnet EULAS.

Moderada por Ramon Aymerich, chefe da seção internacional de La Vanguardia, a mesa reuniu Detlef Nolte (especialista em regionalismo comparado e relações Europa-América Latina do GIGA de Hamburgo), Lorena Ruano (especialista em integração europeia e relações Europa-América Latina da Universidade Complutense de Madri), Jordi Soler (escritor mexicano-catalão, colaborador de El País) e Yanina Welp (especialista em democracia direta e participativa na América Latina do Geneva Graduate Institute e da Universidade de Girona).


A discussão abordou diferentes aspectos da relação atual entre a América Latina e o Caribe (ALC) e a Europa: os tratados de livre comércio entre as duas regiões, o papel dos Estados Unidos na relação bilateral e sua influência sobre os países da ALC, o interesse pelos metais raros no comércio mundial, e a questão democrática — sua erosão em certos países e sua constância em outros — nos dois lados do Atlântico.


Foram sublinhadas as dificuldades de compreensão entre as duas regiões e as percepções ambivalentes — entre admiração e exotização —, assim como o variado panorama democrático na ALC, desde regimes autoritários até democracias funcionais. Também foi abordada a dificuldade da ALC em conquistar um papel mais preponderante no cenário internacional, diante da disputa Estados Unidos-China como eixo ordenador das relações internacionais.


Mas, ao mesmo tempo, foram destacadas certas semelhanças e pontos para reforçar a relação: a persistência da democracia, apesar das falhas; a necessidade de reforçá-la diante da ascensão dos populismos de direita; e o retorno ao diálogo político entre as duas regiões com a cúpula UE-CELAC em Santa Marta que, apesar de não ter contado com figuras de alto perfil, foi um marco na relação. Ao final, o debate deixou uma imagem matizada: nem o otimismo ingênuo nem o pessimismo resignado parecem justificados. Detlef Nolte destacou que há razões para ser otimista, já que Europa e América Latina compartilham laços culturais e instituições democráticas, enquanto Lorena Ruano ressaltou a importância de consolidar uma aliança que faça frente aos dois gigantes em disputa. Jordi Soler enfatizou a necessidade de compreensão mútua, e Yanina Welp, a necessidade de aprofundar a democracia na região. As dificuldades de compreensão mútua são reais, mas também o é a vontade, dos dois lados do Atlântico, de continuar construindo uma relação que nenhuma das duas regiões pode se dar ao luxo de abandonar.


Os Diálogos IBEI-Casa Amèrica Catalunya continuarão explorando essas questões em próximas edições. O próximo encontro será em novembro de 2026.

Diálogos IBEI–Casa Amèrica Catalunya
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